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Baterias de condensadores - Circutor

O que esconde a energia reativa?

Como deve ser do conhecimento geral, a energia reativa existe nas instalações eléctricas, sendo responsável pela criação dos campos magnéticos girantes fundamentais ao funcionamento dos motores, dos transformadores, das bobines, etc. Não sendo responsável diretamente por qualquer trabalho, esta energia circula nas nossas redes elétricas com alguns impactos, alguns deles, pouco conhecidos.

De entre os vários impactos destaco alguns dos mais preponderantes consubstanciando a sua mitigação ou eliminação.

Aspetos técnicos

Os aspetos técnicos podem ser divididos em três grandes grupos, se bem que estejam intimamente ligados, e têm a ver com:

- Falta de disponibilidade das fontes de energia (transformadores de potência), que normalmente resulta de uma sobrecarga com todos os custos inerentes ao seu funcionamento a níveis mais elevados que o necessário;

- Sobrecarga das linhas de transporte de energia, que resulta do sobre-elevar da corrente, uma vez que na ausência de compensação, a linha de alimentação é percorrida pela energia ativa, responsável pelo trabalho e pela energia reativa, responsável pelo campo girante;

- Perdas elevadas, recordo que as perdas de Joule são de função quadrática em função da corrente, logo, qualquer diminuição de corrente, resulta numa redução exponencial das perdas da instalação.

 Aspetos económicos

Estes são os mais fáceis de explicar e, são o que nos levam mais facilmente à decisão.

Visíveis – a fatura do comercializador das instalações alimentadas em BTE / MT / AT, tem 4 linhas referentes à energia reativa:

 Energia reativa consumida 0,3 < tg  ≤ 0,4;

 Energia reativa consumida 0,4 < tg  ≤ 0,5;

 Energia reativa consumida tg  > 0,5; 

 Energia reativa injetada no vazio.

Nas instalações onde não exista qualquer unidade de compensação de energia reativa, estes custos podem facilmente atingir os 15% do total da fatura, onde resulta um potencial de poupança muito interessante.

Invisíveis – estes podem não ser evidentes à primeira vista, mas, existem em todas as instalações, e estão associados ao seguinte:

  Aumento das perdas, sendo as mais relevantes as perdas por calor / efeito de Joule;

  Aumento da queda de tensão, sendo a corrente mais elevada numa instalação não compensada, a queda de tensão associada é maior quando comparada com uma instalação devidamente compensada;

  Capacidade de reserva ou expansão, sendo a fonte de potência fi nita, por exemplo um transformador de potência, podemos ter limitações à capacidade de expansão, o que pode resultar em maiores necessidades de investimento. Vejamos um exemplo de uma instalação com um transformador de 400 kVA, se subirmos o Cos de 0,8 para 1,0, temos um aumento da disponibilidade do transformador de 25%.

Aspetos ambientais

Cada vez mais importantes para a preservação do planeta, para além de uma solução de compensação da energia reativa ser consubstanciada tecnicamente e economicamente, o aspeto ambiental é deveras importante.

Deixo alguns dados para que possamos pensar na pegada ecológica:

- Emissões CO2 por kWh produzido por fontes renováveis: 0 Kg/kWh; 

- Emissões CO2 por kWh produzido por central térmica a carvão: 840 g/kWh; 

- Emissões CO2 por kWh média Portuguesa: 255 g/kWh;

- Emissões CO2 por kWh média Europa: 290 g/kWh.

Novamente, numa instalação não compensada, onde o custo da energia reativa seja de 15% do total da fatura, o potencial de redução gases de efeito de estufa é enorme, e tem um peso determinante no caso da fonte de energia primária do Pais ser maioritariamente a carvão.

Conclusão

Verifique a fatura de energia da sua empresa, e, no caso do seu fornecimento ser feito em BTE / MT / AT, verifi que se as parcelas referentes à energia reativa estão devidamente compensadas e controladas.

Caso tenha uma instalação ainda por compensar, entre em contato com a Zembe que dispõem de uma variedade de equipamentos capazes de minorar os custos da energia reativa, com soluções desenhadas à medida das suas necessidades, por mais complexa que seja a sua instalação ou necessidades.

Destaco alguns dos principais elementos que podem contribuir para este tipo de projeto:

- Relés varimétricos SMART III / SMART III FAST; 

- Condensadores tubulares / prismáticos; 

- Escalões fi xos CSB-M;

- Baterias OPTIM P&P para redes limpas;

-  Baterias OPTIM FR / FRE (tirístores) para redes poluídas;

- Injetores de reativa SVG (injetor dinâmico);

- Baterias para compensação em Média Tensão

 

Artigo por:
Nuno Romão
Delegado, Circutor

in Revista Zembe